A bruma matinal
Desta manhã outonal
As castanhas quentes
Chego o frio
As árvores da margem do Mondego
Começaram a ficar nuas
E as folhas que vieram na
primavera
Abandonam seus donos
Para viajar caminho do mar
Na sua ultima viagem
antes da terra alimentar.
Nesta manhã fria mais com sol
O senhor da concertina
Sempre com a sua cara melancólica
Que parece ter saudade de tempos
melhores,
Tal vez da juventude na qual a
vida é mais movimentada
Ou tal vez de aqueles que já não
estão
Ou ainda é o jeito da cidade que
mesmo
Nestas horas, cheia de luz,
Cheira a saudade.
Gosto de caminhar pelas suas ruas
Olhando os transeuntes
Tentando imaginar as suas histórias
Inventando as suas emoções .
São nestes dias, que eu
Olho de maneira diferente a minha
vida
E penso que vale a penar sorrir
Logo de manhã, porque nunca se
sabe
Quem te esta a olhar.